Plano de Contingência para as Ondas de Calor

Em Portugal tem-se verificado um aumento da temperatura média e um acréscimo do número de dias por ano com temperaturas elevadas. As temperaturas elevadas têm repercussão sobre a saúde humana, com potencial para aumentar o número de mortes, a quantidade de problemas cardio-respiratórios, por vezes relacionados com a poluição atmosférica decorrente, as doenças de transmissão hídrica e alimentar para além das doenças transmitidas por vectores.

A Região Oeste Norte tem um clima temperado com Verões frescos e nublados. Assim, a probabilidade de ocorrência de algum fenómeno relativo a temperaturas extremas é pequena. No entanto, a eventual repercussão de uma onda de calor sobre a saúde humana não depende apenas das temperaturas atingidas mas também da vulnerabilidade, que é maior, em determinados grupos populacionais. Esta maior vulnerabilidade está relacionada particularmente com o grupo etário, com o estado de saúde e com situações de carência social. Portanto, mesmo temperaturas relativamente elevadas podem ter impacto grave sobre a saúde dos grupos populacionais mais vulneráveis.

Para além disso, porque o clima é habitualmente moderado a susceptibilidade da população a uma eventual onda de calor é maior por ausência de aclimatação a temperaturas elevadas.

Por outro lado, a ocorrência de fenómenos climáticos extremos parece ser cada vez mais aleatória e independente das características climáticas predominantes.

Finalmente, são os fenómenos raros que, por serem inesperados, encontram, muitas vezes, as instituições impreparadas agravando o seu impacto populacional que seria, pelo menos parcialmente, prevenível se para isso houvesse um plano de acção prévio.

Este Plano Contingencia Saude Sazonal – Módulo Verão 2019, tem como principal objectivo minorar os possíveis efeitos do calor sobre a saúde das populações através de uma intervenção atempada e concertada, privilegiando a articulação com suas várias Unidades de Saúde Funcionais, Centro Hospitalar do Oeste, Serviços Privados de Saúde, Câmaras Municipais, Protecção Civil, Bombeiros, Instituições de Apoio a idosos, Instituições de Apoio a Crianças e outros que venham a revelar-se de utilidade para a adopção de medidas de prevenção.

Foto: Inês Campos Matos, 2013.

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